quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Fim do sonho carioca

Pré-Olímpico masculino de basquete não terá a Arena como palco (foto: divulgação)

Por Marcelo Monteiro

A semana passada terminou com uma alegria para os trabalhadores do Brasil - um fim de semana prolongado - e com uma tristeza para os amantes do basquete em nosso país. A CBB desistiu da candidatura brasileira para ser sede do Pré-Olímpico Mundial Masculino no ano que vem, na Arena Olímpica do Rio.

O motivo alegado pela direção da entidade foi não ter como bancar os custos da competição – orçada em R$ 15 milhões. É uma razão forte. O valor é alto e certamente não conseguiria ser obtido na totalidade – talvez nem a metade – com patrocínios privados, venda de ingressos e outras rendas. Certamente, teria que entrar verba pública para bancar a competição, o que é questionado por muitos, com argumentos embasados - os governos têm outras prioridades.

É uma pena para a modalidade, porque, se a competição fosse disputada no país, as chances de a seleção masculina voltar a disputar o torneio olímpico de basquete – estivemos ausentes em Sydney 2000 e Atenas 2004 – seriam bem maiores. O apoio da torcida seria uma arma importantíssima na luta por uma das três vagas. Além do fato de o país receber uma competição de alto nível, o que despertaria a atenção do público para o basquete, que caiu bastante nos últimos anos.

Restam como candidatos à sede do torneio a Grécia e Porto Rico. Se a competição for disputada no país europeu, uma das vagas dificilmente deixará de ficar com os donos da casa. Além de contar com um excelente time – campeão europeu em 2005 e vice-campeão mundial no ano passado – treinado pelo ex-armador Giannakis, os gregos terão a seu lado a fanática torcida, que certamente vai tornar o ginásio um verdadeiro inferno para os adversários.

E Porto Rico? É um mistério como o país está sempre na bica para sediar eventos importantes. O Pré-Olímpico das Américas de 2003 foi realizado lá, fator decisivo para que a seleção de Piculin Ortiz se classificasse para os Jogos de Atenas. Talvez a explicação esteja nos dólares enviados dos Estados Unidos.

Além da desistência de sediar a competição, o Brasil perde ainda ao não ter um treinador definido. A CBB pretende anunciar o nome do novo comandante em janeiro. Certamente, é uma decisão que precisa ser tomada com calma, observando todas as alternativas disponíveis com atenção. Mas o ideal seria que esse treinador – estrangeiro – já estivesse observando os jogadores que atuam no nosso país e os brasileiros espalhados pelo exterior, ganhando um precioso tempo - que já é escasso - antes da luta pela vaga olímpica.

Qualquer nome que for indicado conhece Leandrinho, Nenê, Varejão, Splitter. Mas é importante que ele saiba quem são as outras opções para poder fazer as escolhas adequadas no ano que vem.

Bandejas

- A temporada da NBA começou e a primeira semana foi marcada por algumas surpresas. Cotado para o título do Leste, o Chicago Bulls perdeu as quatro primeiras partidas - caiu em casa diante do Philadelphia e do Clippers. Já o New Orleans Hornets tem campanha inversa, quatro vitórias em quatro jogos (venceu fora de casa o Lakers e o Denver). O armador Chris Paul vai se consolidando como um dos melhores jogadores da liga. E o Indiana, quem diria, ganhou as três primeiras.

- Mas nem só de surpresas vive a liga. Detroit e Boston seguiam perfeitos até esta quarta-feira (dia 7). E os jovens times do Portland e Seattle estavam zerados.

Marcelo Monteiro mal chega a 1,70m, mas é mortal nas bolas de três. Torcedor fanático do Atlanta Hawks, trabalhou por nove anos em sites das Organizações Globo. Hoje, empresta seus conhecimentos à Textual Assessoria. Escreve sobre basquete às quartas-feiras.

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