segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A festa da turma do contra

Cesc Fabregas está cotado para a Bola de Ouro (foto: premierleague.com)

Por Thiago Dias

Dê uma olhada na tabela do Campeonato Inglês:

1º - Arsenal
2º - Manchester United
3º - Manchester City
4º - Liverpool
5º - Newcastle
6º - Chelsea

Agora, confira o Italiano:

3º - Atalanta
6º - Juventus
9º - Milan

No Francês, o Lyon é o quarto!

Bonito, não?

Não sou um Márcio Menezes, companheiro especialista em futebol alternativo, mas também gosto de ver os favoritos se darem mal. E, nesse início de temporada, a coisa está boa pra galera que torce contra.

Na Inglaterra, o Liverpool foi o clube que mais gastou. Conseguiu tirar até Fernando Torres do Atlético de Madri, algo que eu jamais pensei que aconteceria. Mas a alegria mesmo, para quem quer ver o circo pegando fogo, é o Chelsea. Nada dá certo para o clube do bilionário Abramovich e, para “melhorar”, José Mourinho foi embora.

Belo exemplo nos dá o Arsenal. Parecia que o mundo cairia quando Henry arrumou as malas e se mandou para a Catalunha. A torcida ficou órfã, o técnico Arsene Wenger também. A principal contratação foi o jovem Eduardo da Silva, brasileiro naturalizado croata. Mas o substituto de Henry no coração dos fãs e da equipe já estava no elenco: Francesc Fábregas.

O espanhol está jogando tanto que já está sendo cotado para disputar a Bola de Ouro da France Football com Kaká, maior nome da última temporada européia. A história dele é parecida com a de alguns brasileiros, que a gente só conhece quando está estourado em clube estrangeiro: em 2003, com apenas 16 anos, trocou o Barcelona pelo Arsenal. Rapidamente, tornou-se o jogador mais jovem a entrar em campo com a camisa dos Gunners, quando tinha 16 anos e 177 dias, e a marcar um gol pela equipe.

Vamos para a Itália. Tudo bem que Roma e Inter de Milão, duas potências, estão na cabeça. Mas, “galera do contra”, não é lindo ver a Velha Senhora Juventus, maior campeã nacional, e o Milan, atual rei da Europa, longe dos líderes?

A Juve tem até a desculpa de estar voltando à Série A, a ansiedade. E o Milan? A campanha rubro-negra prova o que todo mundo sabe, mas o título da Liga dos Campeões fez a maioria esquecer: Carlo Ancelotti é um senhor retranqueiro. São três empates e apenas uma vitória em quatro rodadas. Muito pouco para quem tem nomes como Pirlo, Kaká, Seedorf, Gilardino e Inzaghi, que gostam de ir ao ataque, chutam bem e costumam balançar as redes.

***

A partir de hoje, vou deixar no ar uma pergunta aos internautas. Já disse, há algumas semanas, que meu time de infância na Europa era o Napoli, por causa de Maradona, Careca e Alemão. Quero saber de vocês: qual trio de estrangeiros marcou mais nas décadas de 80 e 90 no futebol italiano?

Thiago Dias costuma ser interrompido no cinema por ligações de jornalistas gringos. Trabalhou no Lance. Hoje, é repórter do Globoesporte.com. Cobriu o título mundial do Inter e prepara um livro sobre o assunto. Escreve sobre futebol internacional às segundas-feiras.

3 comentários:

thalito disse...

dificil dizer...klinsman, mathaus e ruben sosa, inter de milão....gullit, rijkard e van basten...careca, alemao e maradona....só grandão

jdrigues disse...

Até que enfim resolveu falar de campeonato Inglês, né, o mané!

Mas sobre a pergunta, acho que o trio alemão da Inter e o holandês do Milan foram inesquecíveis.

Pela plasticidade do jogo voto no do Milan, até porque tinha Van Basten.

Mortari disse...

Para mim, facilmente Gullit, Rijkard e Van Basten.
E esses caras na Eurocopa de 88? O gol do Van Basten na final.
Bom demais!