domingo, 9 de setembro de 2007

A torcida por Djokovic

Djokovic encara Federer em sua primeira final de Grand Slam (foto: usopen.org)

Por Bernardo Calil

Não que Roger Federer não seja o favorito hoje, na final do US Open, contra o sérvio Novak Djokovic. É. E muito. Mas faria um bem danado ao tênis se o garoto de 20 anos derrotasse o mito suíço. Poderia marcar, inclusive, o início de uma passagem de bastão que, queira ou não queira, irá acontecer um dia, como aconteceu com o próprio Federer.

O número 1 do mundo tem 26 anos. Pegou uma entre-safra entre a geração dominada por Pete Sampras e André Agassi, e a geração de Rafael Nadal e Novak Djokovic. Desta entre-safra, os maiores nomes depois do suíço são os irregulares Lleyton Hewitt, Marat Safin, Gustavo Kuerten e Andy Roddick, que nunca tiveram cabeça para suportar as pressões do topo.

O suíço enfrentou uma vez apenas Pete Sampras, na memorável vitória em cinco sets nas oitavas de Wimbledon 2001, um ano antes da aposentadoria do americano. Contra Agassi, foram três derrotas iniciais, para depois vencer oito seguidas, incluindo o último confronto, na final do US Open 2005.

É assim que acontece. Grandes jogadores aparecem aos montes. Mitos, são pouquíssimos. Sampras, Agassi, Federer, Nadal. Torço de verdade para que Novak Djokovic, em sua primeira final de Grand Slam, comece a colocar seu nome nesta galeria. Derrotar Federer esta tarde, sob o sol de Nova York e os olhos do mundo inteiro, como aconteceu este ano na incrível final do Masters Series de Montreal, é um grande primeiro passo.

Para quem não lembra, Djokovic levou seu segundo título de Masters Series da carreira com um histórico 7-6 (2) 2-6 7-6 (2), isso depois de derrotar Nadal e Roddick durante o torneio. O sérvio pulou da 280ª para a terceira posição no ranking em menos de dois anos.

No histórico do confronto, Federer lidera por quatro a um. Perdeu, entretanto, o último duelo, a única final. Já bateu Djokovic em um Grand Slam, nas oitavas do Australian Open deste ano – 3 sets a 0 sem grandes problemas. Venceu também na Davis, ano passado, também com 3 a 0. Não espero tanta facilidade desta vez.

Volto após o jogo para comentar o resultado.

Bernardo Calil aprendeu a gostar de tênis pela voz de Rui Viotti na extinta Rede Manchete. Trabalhou como jornalista no UOL, no Globoesporte.com e na Globosat. Hoje, milita em outros fronts. Escreve sobre tênis aos domingos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bezoca,

Confesso: não vi quase nada de Brasil x EUA por causa da final do US OPEN!

Confesso de novo: como torci pelo Djokovic!

Não que o Federer não seja um grande ídolo. Mas o esporte precisa de personagens variados e grandes duelos...

Djokovic pecou nas horas decisivas pela inexperiência. Mas que há de errado nisso? Todos pecamos, inclusive Federer em seu começo.

Mas sabe, Bezoca: eu vou continuar torcendo pelo Djokovic. O jogo dele é diferente, as imitações dele são boas e o cara é carismático. Viu os sorrisos da Sharapova na torcida?

Grande abraço Bê!
pedro